Comunhão Fechada: testemunho de teólogos luteranos ao longo da história
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W. Elert: Eucharist and Church Fellowship in the First Four Centuries (4) [Eucaristia e Comunhão Eclesiástica nos Quatro Primeiros Séculos]
Divisão na Igreja
Elert lembra que há pessoas que pensam que as divisões da Igreja e na Mesa do Senhor tem uma história de pouco mais de 500 anos. Para mostrar que isso não é verdade ele cita as divisões entre a Igreja Oriental, entre Monofisitas e Nestorianos, cerca de 500 anos e 1000 anos antes da Reforma, respectivamente .(5) E ainda afirma, “entretanto, ao contrário do que dizem em nossos dias, as divisões da Igreja não começaram com a Reforma. A igreja sempre, e desde o seu começo, sofreu tais divisões. Desde o dia dos apóstolos a Igreja tem enfrentado a questão de como essas divisões afetam a comunhão de altar”.(6)
Comunhão não é Arranjo Humano
Schleirmacher afirmava que comunhão eclesiástica dava-se por meio de ações voluntárias de homens e que estes estão e são livres para fazerem seus próprios acordos e arranjos. Entretanto Elert lembra que esse tipo de pensamento pode conduzir pessoas a entrarem em comunhão eclesiástica (de púlpito e de altar) sem total acordo eclesiástico e doutrinário.(7)
Comunhão não é produzida por um ato humano. “O que conecta as pessoas que recebem a Ceia do Senhor não é que eles tem alguma coisa um com o outro, sua relação humana um com o outro, mas o que eles compartilham junto”.(8)
Logo, quem faz com que haja comunhão consigo mesmo e entre o povo de Deus, é o próprio Salvador Jesus. Por isso Elert lembra, “A Eucaristia faz de nós um só corpo. Ela une todos com Cristo e também um com o outro”. (9)
Participar na Ceia = ter a mesma confissão de fé
Para que a pessoa possa participar da Ceia precisa ter a mesma fé que é confessada pela igreja. Elert lembra, “Pela sua participação na Santa Ceia numa determinada Igreja, o cristão declara que a confissão daquela Igreja é sua confissão. Já que uma pessoa não pode ter, ao mesmo tempo, duas confissões diferentes, não pode comungar em duas igrejas com confissões diferentes. Se alguém procede dessa forma, nega a sua própria confissão de fé ou não tem nenhuma confissão de fé”.(10)
Elert lembra que na Igreja Antiga, “Em cada caso, participação na Santa Ceia completa a recepção na comunhão da Igreja. Sem comunhão com a igreja, sem comunhão de altar”.(11) Logo, estava bem claro para os cristãos da Igreja Antiga quem era da Igreja e quem não era. Dentro dela estavam os ortodoxos, fora estavam os heréticos.(12)
Ensinos Errôneos Dentro da Igreja
O autor também lembra que muitas coisas que perturbaram a Igreja cristã nos primeiros séculos entraram por meio do culto, pregação e sacramentos.(13)
Reconhecer Jesus como Senhor e Salvador
Elert lembra que em seus dias, para alguns grupos de cristãos, a unidade da igreja era proporcionada pelo reconhecimento de “Jesus como Senhor e Salvador”. Por isso afirma que se assim fosse, “nada teria permanecido no caminho contra a intercomunhão com Marcião, Valentino e com os Montanistas”.(14)
Ceia = Comunhão de Igreja
Na Igreja antiga, a Santa Ceia era sempre entendida como o que unia os participantes. Logo, havia uma forte ligação entre estar excluído de participar da Santa Ceia e estar excluído da igreja.(15) Isto é, pequena excomunhão e grande excomunhão (excomunhão da Igreja).
Para Elert, onde a Santa Ceia é celebrada há comunhão da igreja. Por isso afirma, “se um homem não está em harmonia com a confissão de uma igreja, ele não pode receber a Comunhão quando o Sacramento é celebrado e distribuído lá”.(16)
Santa Ceia e unidade
Para o autor, Santa Ceia e unidade da igreja, do povo de Deus, estão intimamente ligadas: “a unidade da congregação local é expressa de forma concreta quando seus membros celebram a Santa Ceia juntos”.(17)
“A Igreja Antiga nunca esteve em dúvida de que a unidade em doutrina é um pré-requisito para comunhão de altar. Ninguém que ensinava falsa doutrina podia receber a Santa Comunhão numa congregação ortodoxa”.(18)
Elert lembra que houve momento na história da Igreja Antiga em que correntes diferentes do cristianismo foram unidas por decisão imperial. Os membros das igrejas acabavam indo junto à Santa Ceia. Assim colocavam de lado e como irrelevantes a desunião confessional ou o que os dividia. Por isso, ao “participar da Ceia juntos, estavam apenas mostrando uma unidade que não existiu”. (19)
Como a unidade da igreja pode se estabelecida?
“A unidade somente pode ser estabelecida ou reestabelecida se as congregações ficarem firmadas no puro Evangelho e se elas pronunciarem seu anátema contra todos os outros evangelhos e contra todo homem que prega outro evangelho”. (20)
“A unidade da igreja não é o alvo quando se celebra a Ceia do Senhor junto, mas o pré-requisito indispensável”.(21)
Comunhão Fechada: Batizados e Comunhão
A prática da Igreja antiga era a comunhão fechada, restrita a membros batizados da congregação. Era uma comunhão exclusiva. Não era para todos os que participavam dos cultos.(22)
Elert lembra que “apesar de a pessoa ter que primeiro ser batizada para que na sequencia participe da Santa Ceia, isso não significa que todos os batizados, sem distinção, participem da Eucaristia juntos”.(23) Por isso ele pergunta, “está em harmonia com a comunhão do corpo de Cristo que cristãos que não são um devam ir para a Santa Comunhão juntos?”. (24)
Para Elert “a Eucaristia é comunhão fechada porque a participação é negada não apenas aos não-batizados mas, em certas circunstâncias, também é negada a batizados”.(25) E, nesse sentido, heresia e apostasia excluem o homem da comunhão com a igreja. (26)
Visitantes e Viajantes
Na Igreja Antiga, visitantes e viajantes deveriam apresentar cartas de recomendações para que pudessem participar da santa Ceia em congregação de outra cidade ou região. O Sínodo de Antioquia (341) fez a seguinte recomendação: “nenhum estrangeiro deve ser recebido sem uma Carta de Paz”.(27)
Culto e Confissão de Fé
Para o autor, “Confissão de fé ortodoxa é culto divino”.(28) Vale lembrar que falsa doutrina, heresia, explícita ou escondida, desagrada, ofende a Deus. Por isso Elert segue dizendo, “Confissão de fé é culto. E vice-versa: todo culto divino é confissão”.(29)
A doutrina da igreja está expressa em sua liturgia. A liturgia e todo o culto mostra onde está firmada a esperança, a fé do povo de Deus, sua confissão de fé. Mais adiante Elert afirma, “Dogma é o conteúdo básico do culto divino.” (30)
Confissão de Fé e Unidade
“Dogma é uma expressão de fé, uma confissão do que é crido. Não é um ato pessoal de crer que forma a unidade mas o que é crido”.(31) “Dogma é confissão de fé. Se não há concórdia no que é confessado, a unidade da igreja é, a princípio, duvidosa”.(32)
Elert lembra que na Igreja Antiga, “a comunhão de altar era possível apenas onde havia unidade confessional”. (33)
Admitir Visitantes não membros é Teoria Moderna
“A teoria moderna que diz que qualquer um pode ser admitido ‘como um convidado’ ao Sacramento em uma igreja de confissão diferente, que pessoas podem comungar aqui e ali apesar da ausência de comunhão total de igreja, é desconhecida na igreja antiga, de fato, inconcebível”. (34)
Notas:
4) ELERT, Werner. Eucharist and Church Fellowship in the First Four Centuries. Traduzido para o inglês por N.E. Nagel. St. Louis: Concordia Publishing House, 1966.
5)Idem, p. 43.
6) Idem, p.44.
7) Idem, pp 2-3.
8) Idem, p. 4-5.
9) Idem, p. 30.
10) Idem, p. 182.
11) Idem, p. 116.
12) Cf. p. 114ss.
13) Idem, p. 49.
14) Idem, p. 52. Marcião (séc. II) rejeitou a validade do Antigo Testamento para cristãos já que, para ele, o Deus apresentado nesse Testamento era incompatível com o Deus amoroso revelado por meio de Jesus Cristo; Valentino (séc. II) ligou o cristianismo com ensinamentos gnósticos e politeístas; Montanistas (séc. II) nomeados após Montano, que liderou um movimento profético que previa o retorno iminente de Cristo, propôs também um moralismo estrito aos fiéis que aguardavam o fim do mundo. [dados do Pocket Dictionary of Theological Terms].
15) Idem, p. 27.
16) Idem, p.193.
17) Idem, p. 100.
18) Idem, p.109.
19) Idem, p. 193.
20) Idem, p.46.
21) Idem, p.180.
22)Cf. pp. 65,75-76, 79.
23) Idem, p.80.
24) Idem, p.80.
25) Idem, p.85.
26) Idem, p. 86.
27Idem, p. 131.
28) Idem, p.111.
29) Idem, p.112.
30) Idem, p. 144.
31) Idem, p.143.
32) Idem, p.156.
33) Idem, p. 169.
34) Idem, p. 175
terça-feira, 21 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
Comunhão Fechada: testemunho de teólogos luteranos ao longo da história (1)
Olá amigos e irmãos em Cristo! Nos próximos dias estarei compartilhando um texto que elaborei em 2014. Na verdade, é uma compilação de citações de teólogos Luteranos, de forma especial, a maneira como abordaram o tema Santa Ceia e a Comunhão Fechada.
Comunhão Fechada: testemunho de teólogos luteranos ao longo da história (1)
Autor: André dos Santos Dreher(2)
Introdução
O tema Santa Ceia tem levado cristãos ao longo da história a refletir, a escrever, a expressar seus posicionamentos em relação a este Sacramento. O objetivo do presente material é levar o leitor a uma reflexão sobre a prática da comunhão fechada na celebração da Santa Ceia na Igreja Cristã ao longo da história bem como ver o que alguns teólogos luteranos falaram sobre o assunto. (3)
As citações estão organizadas por livro/texto citado. Títulos são colocados antecedendo cada citação ou comentário.
Notas:
1) O presente texto foi elaborado para o Encontro de pastores do Distrito Salto do Yucumã, realizado em 25 de fevereiro de 2014 em Frederico Westphalen, RS.
2) É pastor da Paróquia Evangélica Luterana “Cristo Redentor” de Frederico Westphalen, RS. Bacharel em Teologia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, campus Canoas, RS, e Especialista em Teologia pelo Seminário Concórdia – Faculdade de Teologia, São Leopoldo, RS. As traduções das citações em inglês foram feitas pelo mesmo.
3)Vale lembrar que este material, por motivo de brevidade, não contém notas e textos dos Catecismos de Lutero ou outros de seus escritos, nem da Fórmula de Concórdia e Livro de Concórdia, o que é altamente recomendado ao leitor para seu estudo e reflexão particular.
Comunhão Fechada: testemunho de teólogos luteranos ao longo da história (1)
Autor: André dos Santos Dreher(2)
Introdução
O tema Santa Ceia tem levado cristãos ao longo da história a refletir, a escrever, a expressar seus posicionamentos em relação a este Sacramento. O objetivo do presente material é levar o leitor a uma reflexão sobre a prática da comunhão fechada na celebração da Santa Ceia na Igreja Cristã ao longo da história bem como ver o que alguns teólogos luteranos falaram sobre o assunto. (3)
As citações estão organizadas por livro/texto citado. Títulos são colocados antecedendo cada citação ou comentário.
Notas:
1) O presente texto foi elaborado para o Encontro de pastores do Distrito Salto do Yucumã, realizado em 25 de fevereiro de 2014 em Frederico Westphalen, RS.
2) É pastor da Paróquia Evangélica Luterana “Cristo Redentor” de Frederico Westphalen, RS. Bacharel em Teologia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, campus Canoas, RS, e Especialista em Teologia pelo Seminário Concórdia – Faculdade de Teologia, São Leopoldo, RS. As traduções das citações em inglês foram feitas pelo mesmo.
3)Vale lembrar que este material, por motivo de brevidade, não contém notas e textos dos Catecismos de Lutero ou outros de seus escritos, nem da Fórmula de Concórdia e Livro de Concórdia, o que é altamente recomendado ao leitor para seu estudo e reflexão particular.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Agradecimento: Leitura Textos Comunhão Fechada
Olá amigos e irmãos em Cristo!
Estou passando aqui para agradecer a todos que leram, compartilharam e refletiram sobre o tema “Comunhão Fechada” presente em três publicações que fiz na presente semana. Foram muitas as visualizações e compartilhamentos. Fico imensamente agradecido, mas, ao mesmo tempo, quero lembrar que recebo isso com humildade, com surpresa e com carinho. Por isso quero também dizer mais algumas palavras:
Seguirei compartilhando, conforme tiver oportunidade, textos e reflexões sobre a teologia e prática da Santa Ceia, de forma especial, nas próximas publicações sobre comunhão fechada, como foram os primeiros três textos. Também quero seguir compartilhando textos sobre outros temas da fé cristã. Siga o blog ou dê uma “espiada” quando puder! Fique sempre à vontade para compartilhar os textos.
Quero lembrar que as publicações refletem em boa parte a vida congregacional da Igreja Evangélica Luterana do Brasil – IELB, teologia, práticas, desafios, dificuldades, etc. Não falo a pedido ou em nome da IELB. Sou um pastor da referida igreja que está esboçando em publicações a sua reflexão pessoal. Os textos procuram atingir leigos e pastores da IELB bem como cristãos de outras denominações. Procuro seguir com uma linguagem que atinja os diferentes públicos.
Os comentários mais enfáticos não tem o objetivo de ofender ninguém. Mas eles têm o objetivo de levar a reflexão sobre doutrina e prática da Igreja. Outro objetivo é a busca pela melhor forma de ser fiel a Deus, às Escrituras Sagradas, às Confissões Luteranas e servir ao povo de propriedade de Cristo.
No início do século XX foi dito que “doutrina divide”. Isso não é verdade! O que divide é doutrina falsa, heresia. Doutrina verdadeira e fiel reflete o ensino da Escritura Sagrada. Portanto, doutrina verdadeira é divina, é dádiva de Deus e não de homens. Doutrina e prática das igrejas cristãs devem estar de acordo com a Palavra de Deus, de acordo com a sã doutrina.
Mais uma vez, a minha gratidão a todos. Desejo um abençoado fim de semana na certeza da companhia e do amor de Jesus Cristo, o Senhor da Igreja.
Estou passando aqui para agradecer a todos que leram, compartilharam e refletiram sobre o tema “Comunhão Fechada” presente em três publicações que fiz na presente semana. Foram muitas as visualizações e compartilhamentos. Fico imensamente agradecido, mas, ao mesmo tempo, quero lembrar que recebo isso com humildade, com surpresa e com carinho. Por isso quero também dizer mais algumas palavras:
Seguirei compartilhando, conforme tiver oportunidade, textos e reflexões sobre a teologia e prática da Santa Ceia, de forma especial, nas próximas publicações sobre comunhão fechada, como foram os primeiros três textos. Também quero seguir compartilhando textos sobre outros temas da fé cristã. Siga o blog ou dê uma “espiada” quando puder! Fique sempre à vontade para compartilhar os textos.
Quero lembrar que as publicações refletem em boa parte a vida congregacional da Igreja Evangélica Luterana do Brasil – IELB, teologia, práticas, desafios, dificuldades, etc. Não falo a pedido ou em nome da IELB. Sou um pastor da referida igreja que está esboçando em publicações a sua reflexão pessoal. Os textos procuram atingir leigos e pastores da IELB bem como cristãos de outras denominações. Procuro seguir com uma linguagem que atinja os diferentes públicos.
Os comentários mais enfáticos não tem o objetivo de ofender ninguém. Mas eles têm o objetivo de levar a reflexão sobre doutrina e prática da Igreja. Outro objetivo é a busca pela melhor forma de ser fiel a Deus, às Escrituras Sagradas, às Confissões Luteranas e servir ao povo de propriedade de Cristo.
No início do século XX foi dito que “doutrina divide”. Isso não é verdade! O que divide é doutrina falsa, heresia. Doutrina verdadeira e fiel reflete o ensino da Escritura Sagrada. Portanto, doutrina verdadeira é divina, é dádiva de Deus e não de homens. Doutrina e prática das igrejas cristãs devem estar de acordo com a Palavra de Deus, de acordo com a sã doutrina.
Mais uma vez, a minha gratidão a todos. Desejo um abençoado fim de semana na certeza da companhia e do amor de Jesus Cristo, o Senhor da Igreja.
quinta-feira, 16 de março de 2017
Comunhão Fechada: Catecismo Menor e Liturgia Luterana (Culto Luterano)
A comunhão fechada, isto é, a participação na Santa Ceia restrita aos membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), é prática comum e oficial da igreja – e não é de hoje, pergunte aos seus pais, avós, bisavós... Como veremos abaixo, o Catecismo Menor, em uso em uso na igreja para a instrução de confirmandos, as liturgias para a Confirmação e Profissão de Fé comprovam que até o momento da Profissão de Fé ou da Confirmação, o adulto ou o jovem não participavam da Santa Ceia.
Vale lembrar que a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, suas congregações e pastores não praticam a Comunhão Fechada por preconceito ou desprezo às pessoas de outras denominações cristãs ou pessoas que não pertencem à igreja alguma. A IELB faz isso por amor cristão, procurando ensinar e testemunhar o que crê, ensina e confessa sobre a Santa Ceia para que a pessoa, após ser recebida como membro da igreja, possa receber o verdadeiro corpo e sangue de Cristo em, com e sob os elementos do pão e do vinho bem como as bênçãos espirituais que o Senhor concede às sua ovelhas.
No Catecismo Menor que usamos para instruir as crianças e jovens nas principais doutrinas cristãs, lemos na pergunta nº 375: “Que é a Confirmação? Confirmação é uma cerimônia pública precedida por um período de instrução designada a ajudar aos cristãos batizados a conhecerem melhor a Bíblia e suas principais doutrinas, para poderem distinguir a verdade do erro, crescer na fé, na vida santificada e na vida congregacional. Após são convidados a publicamente reafirmarem seu voto batismal e sua disposição de continuarem fiéis à Confissão Luterana. Adultos que queiram se filiar a alguma de nossas comunidades e igreja são convidados a fazerem um curso específico, para então fazerem sua profissão de fé. Confirmação e Profissão de Fé são cerimônias requeridas, em nossa igreja, para alguém tornar-se membro comungante, isto é, com o privilégio de participar da Santa Ceia conosco”. (1)
Na cerimônia de Confirmação, após a Oração Geral da Igreja, os confirmandos tendo feito a sua afirmação da aliança batismal, tendo confessado as doutrinas ensinadas pela Igreja Evangélica Luterana como doutrina “correta, tirada da Palavra de Deus”, tendo feito a promessa de permanecerem firmes nessa confissão de fé, etc., ouvem do pastor, “Diante da confissão que acabaram de proferir, posso convidá-los a participarem da Ceia do Senhor e de todas as bênçãos que Deus confere à sua Igreja. Exorto-os a permanecerem firmes naquilo que aprenderam, dando testemunho da verdade para os que não creem”. (2)
Em relação à recepção de adultos como membros da IELB e, consequentemente, como membros comungantes, vemos na liturgia a seguinte orientação: no culto público, após a Oração Geral da Igreja, a pessoa (ou mais) a ser recebida como membro da congregação é chamada à postar-se diante do altar. O pastor lembra à congregação que a pessoa ali presente estudou as principais doutrinas da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e que está ali para professar publicamente a sua fé. Então, em forma de questionário, o pastor chama a pessoa a confessar e aceitar que as doutrinas ensinadas e confessadas pela IELB como verdadeiro ensino da Palavra de Deus, a fazer a promessa solene de permanecer firme nesta confissão de fé, levando uma vida orientada pela Escritura e dedicada ao Senhor e fazendo uso do meios da graça. Tendo a pessoa respondido “sim”, o pastor afirma: “Diante da confissão que acabaram de fazer, eu recebo vocês como membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil e desta congregação. Exorto-os a permanecer firmes em tudo que aprenderam, dando testemunho da verdade para os que não creem. Convido-os a participar conosco da Ceia do Senhor e de todas as bênçãos que Deus confere à sua Igreja. Em nome do + Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém”. (3)
Também é importante lembrar aqui que no Regimento da IELB, o pastor é chamado a “Usar formas cúlticas, hinos e manuais de instrução doutrinários que estejam de acordo com a Escritura Sagrada e as Confissões Luteranas;”. Tanto a liturgia como o Catecismo Menor são reconhecidos oficialmente pela IELB para o culto, ou Ordem do Culto Divino, e para a Instrução. Estes manuais refletem a nossa prática como sínodo. A nossa prática reflete o que cremos, ensinamos e confessamos e vice-versa.
Colegas pastores da IELB, amigos e irmãos em Cristo, membros das congregações, valorizemos os materiais e as formas de culto e ensino propostas pela nossa igreja. Não deixemos de lado o que nossos pais nos legaram! Não joguemos fora nossa liturgia, nosso hinário e nosso catecismo – se não quisermos saber destes, estaremos jogando junto a própria Escritura!
A prática da comunhão aberta (convidar todos) e a prática da comunhão funcionalmente aberta (convidar aqueles que respondem a um questionário sobre a Ceia com a resposta “sim"), parecem ser práticas amorosas às pessoas. Porém elas trazem dois recados, que podem ser entendidos pelos visitantes, “pode vir, a responsabilidade é sua, não minha/nossa”, “pode vir, a Santa Ceia e a Doutrina não são coisas importantes para nós”. O pastor e a igreja precisam se preocupar, sim, com o ensino, com a Ordem de Culto e com as pessoas! Nossos materiais institucionais apresentam essa preocupação e o amor de Deus para com o pecador.
Notas:
1) Catecismo Menor de Martinho Lutero com Explicações de Heinrich Christian Schwan. Traduzido por Rodolpho Hasse; Editado por Nilo Wachholz. 37ª ed., rev. e ampl. Porto Alegre: Concórdia, 2016. (ênfases minhas)
2) Culto Luterano: liturgia e orações. Organizado e revisado pela Comissão de Culto da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Porto Alegre: Concórdia, 2015, p.144. Esta é uma das opções. A opção número II diz, “... como membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil e desta congregação, convido-os a participar da Santa Ceia...” (ênfases minhas)
3) Idem., p.149. (ênfases minhas)
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Obs: em 25/Ago/2017 mudei o último parágrafo. O texto publicado anteriormente dizia, "Porém elas trazem dois recados embutidos nas entrelinhas, “pode vir, a responsabilidade é sua, não minha/nossa”, “pode vir, a Santa Ceia e a Doutrina não são coisas importantes para nós”. O pastor e a igreja precisam se preocupar, sim, com o ensino, com a Ordem de Culto e com as pessoas! Nossos materiais institucionais apresentam essa preocupação e o amor de Deus para com o pecador".
Vale lembrar que a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, suas congregações e pastores não praticam a Comunhão Fechada por preconceito ou desprezo às pessoas de outras denominações cristãs ou pessoas que não pertencem à igreja alguma. A IELB faz isso por amor cristão, procurando ensinar e testemunhar o que crê, ensina e confessa sobre a Santa Ceia para que a pessoa, após ser recebida como membro da igreja, possa receber o verdadeiro corpo e sangue de Cristo em, com e sob os elementos do pão e do vinho bem como as bênçãos espirituais que o Senhor concede às sua ovelhas.
No Catecismo Menor que usamos para instruir as crianças e jovens nas principais doutrinas cristãs, lemos na pergunta nº 375: “Que é a Confirmação? Confirmação é uma cerimônia pública precedida por um período de instrução designada a ajudar aos cristãos batizados a conhecerem melhor a Bíblia e suas principais doutrinas, para poderem distinguir a verdade do erro, crescer na fé, na vida santificada e na vida congregacional. Após são convidados a publicamente reafirmarem seu voto batismal e sua disposição de continuarem fiéis à Confissão Luterana. Adultos que queiram se filiar a alguma de nossas comunidades e igreja são convidados a fazerem um curso específico, para então fazerem sua profissão de fé. Confirmação e Profissão de Fé são cerimônias requeridas, em nossa igreja, para alguém tornar-se membro comungante, isto é, com o privilégio de participar da Santa Ceia conosco”. (1)
Na cerimônia de Confirmação, após a Oração Geral da Igreja, os confirmandos tendo feito a sua afirmação da aliança batismal, tendo confessado as doutrinas ensinadas pela Igreja Evangélica Luterana como doutrina “correta, tirada da Palavra de Deus”, tendo feito a promessa de permanecerem firmes nessa confissão de fé, etc., ouvem do pastor, “Diante da confissão que acabaram de proferir, posso convidá-los a participarem da Ceia do Senhor e de todas as bênçãos que Deus confere à sua Igreja. Exorto-os a permanecerem firmes naquilo que aprenderam, dando testemunho da verdade para os que não creem”. (2)
Em relação à recepção de adultos como membros da IELB e, consequentemente, como membros comungantes, vemos na liturgia a seguinte orientação: no culto público, após a Oração Geral da Igreja, a pessoa (ou mais) a ser recebida como membro da congregação é chamada à postar-se diante do altar. O pastor lembra à congregação que a pessoa ali presente estudou as principais doutrinas da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e que está ali para professar publicamente a sua fé. Então, em forma de questionário, o pastor chama a pessoa a confessar e aceitar que as doutrinas ensinadas e confessadas pela IELB como verdadeiro ensino da Palavra de Deus, a fazer a promessa solene de permanecer firme nesta confissão de fé, levando uma vida orientada pela Escritura e dedicada ao Senhor e fazendo uso do meios da graça. Tendo a pessoa respondido “sim”, o pastor afirma: “Diante da confissão que acabaram de fazer, eu recebo vocês como membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil e desta congregação. Exorto-os a permanecer firmes em tudo que aprenderam, dando testemunho da verdade para os que não creem. Convido-os a participar conosco da Ceia do Senhor e de todas as bênçãos que Deus confere à sua Igreja. Em nome do + Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém”. (3)
Também é importante lembrar aqui que no Regimento da IELB, o pastor é chamado a “Usar formas cúlticas, hinos e manuais de instrução doutrinários que estejam de acordo com a Escritura Sagrada e as Confissões Luteranas;”. Tanto a liturgia como o Catecismo Menor são reconhecidos oficialmente pela IELB para o culto, ou Ordem do Culto Divino, e para a Instrução. Estes manuais refletem a nossa prática como sínodo. A nossa prática reflete o que cremos, ensinamos e confessamos e vice-versa.
Colegas pastores da IELB, amigos e irmãos em Cristo, membros das congregações, valorizemos os materiais e as formas de culto e ensino propostas pela nossa igreja. Não deixemos de lado o que nossos pais nos legaram! Não joguemos fora nossa liturgia, nosso hinário e nosso catecismo – se não quisermos saber destes, estaremos jogando junto a própria Escritura!
A prática da comunhão aberta (convidar todos) e a prática da comunhão funcionalmente aberta (convidar aqueles que respondem a um questionário sobre a Ceia com a resposta “sim"), parecem ser práticas amorosas às pessoas. Porém elas trazem dois recados, que podem ser entendidos pelos visitantes, “pode vir, a responsabilidade é sua, não minha/nossa”, “pode vir, a Santa Ceia e a Doutrina não são coisas importantes para nós”. O pastor e a igreja precisam se preocupar, sim, com o ensino, com a Ordem de Culto e com as pessoas! Nossos materiais institucionais apresentam essa preocupação e o amor de Deus para com o pecador.
Notas:
1) Catecismo Menor de Martinho Lutero com Explicações de Heinrich Christian Schwan. Traduzido por Rodolpho Hasse; Editado por Nilo Wachholz. 37ª ed., rev. e ampl. Porto Alegre: Concórdia, 2016. (ênfases minhas)
2) Culto Luterano: liturgia e orações. Organizado e revisado pela Comissão de Culto da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Porto Alegre: Concórdia, 2015, p.144. Esta é uma das opções. A opção número II diz, “... como membros da Igreja Evangélica Luterana do Brasil e desta congregação, convido-os a participar da Santa Ceia...” (ênfases minhas)
3) Idem., p.149. (ênfases minhas)
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Obs: em 25/Ago/2017 mudei o último parágrafo. O texto publicado anteriormente dizia, "Porém elas trazem dois recados embutidos nas entrelinhas, “pode vir, a responsabilidade é sua, não minha/nossa”, “pode vir, a Santa Ceia e a Doutrina não são coisas importantes para nós”. O pastor e a igreja precisam se preocupar, sim, com o ensino, com a Ordem de Culto e com as pessoas! Nossos materiais institucionais apresentam essa preocupação e o amor de Deus para com o pecador".
quarta-feira, 15 de março de 2017
Comunhão Aberta ou Funcionalmente Aberta: marketing pós-modernista
No que diz respeito à prática da comunhão fechada na Santa Ceia, nos dias de hoje a Igreja Evangélica Luterana está sofrendo o forte ataque das ideias liberais e relativas do pós-modernismo. E isso acontece em várias denominações cristãs. A verdade é vista como relativa. O egoísmo e pensamentos politicamente corretos querem imperar. A prática histórica e ortodoxa da Igreja Luterana da comunhão fechada tem sido atacada por muitos flancos. Alguns parecem ter medo ou vergonha de falar e ensinar o que cremos, ensinamos e confessamos. Outros têm receio de serem ofensivos aos visitantes. Fica evidente que a ideia do marketing tem começado a entrar em cena.
Com a Igreja Antiga as coisas não eram assim. E a igreja, ao invés de decrescer, crescia cada vez mais. Veja o que diz o prof. Dr. Gene Veith, escritor e membro da Igreja Luterana Sínodo de Missouri, EUA:
“A Igreja primitiva não era dirigida por marketing. Não fez um programa especialmente facilitado para o usuário do Cristianismo. Os não-crentes podiam assistir ao culto da pregação, mas tinham de sair quando se celebrava a Santa Ceia. Os convertidos tinham de passar por abrangentes e extensas catequeses e exames antes de serem aceitos pelo batismo. [...] Não obstante, pelo poder do Espírito Santo, a igreja cresceu como fogo”. (VEITH Jr., Gene Edward. Catequese, Pregação e Vocação in Reforma Hoje: uma convocação feita pelos evangélicos confessionais. Cambuci: Cultura Cristã, 1999, p.83.).
A ideia do marketing é agradar ao cliente. Prega-se e faz-se o que o cliente quer, já que o “cliente é quem manda”, “o cliente sempre tem razão”. Veja abaixo o relato de Veith. Ele lembra que seu pastor foi orientado em uma palestra a parar de pregar sobre o pecado. Imagine qual seria a consequência disso para a doutrina e prática da Santa Ceia, pois Jesus disse, “este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós para remissão dos pecados”.
Veith diz, “A tentação de pregar o que as pessoas querem ouvir é sempre grande, mas hoje em alguns círculos isso quase se tornou um princípio homilético. Meu próprio pastor conta de ter assistido a uma conferência sobre crescimento da igreja em que foi dito: ‘Não preguem mais sobre o pecado. As pessoas não querem ouvir isso. Vocês precisam dar-lhes uma mensagem positiva’”. (Veith, p.89.)
Com a Igreja Antiga as coisas não eram assim. E a igreja, ao invés de decrescer, crescia cada vez mais. Veja o que diz o prof. Dr. Gene Veith, escritor e membro da Igreja Luterana Sínodo de Missouri, EUA:
“A Igreja primitiva não era dirigida por marketing. Não fez um programa especialmente facilitado para o usuário do Cristianismo. Os não-crentes podiam assistir ao culto da pregação, mas tinham de sair quando se celebrava a Santa Ceia. Os convertidos tinham de passar por abrangentes e extensas catequeses e exames antes de serem aceitos pelo batismo. [...] Não obstante, pelo poder do Espírito Santo, a igreja cresceu como fogo”. (VEITH Jr., Gene Edward. Catequese, Pregação e Vocação in Reforma Hoje: uma convocação feita pelos evangélicos confessionais. Cambuci: Cultura Cristã, 1999, p.83.).
A ideia do marketing é agradar ao cliente. Prega-se e faz-se o que o cliente quer, já que o “cliente é quem manda”, “o cliente sempre tem razão”. Veja abaixo o relato de Veith. Ele lembra que seu pastor foi orientado em uma palestra a parar de pregar sobre o pecado. Imagine qual seria a consequência disso para a doutrina e prática da Santa Ceia, pois Jesus disse, “este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós para remissão dos pecados”.
Veith diz, “A tentação de pregar o que as pessoas querem ouvir é sempre grande, mas hoje em alguns círculos isso quase se tornou um princípio homilético. Meu próprio pastor conta de ter assistido a uma conferência sobre crescimento da igreja em que foi dito: ‘Não preguem mais sobre o pecado. As pessoas não querem ouvir isso. Vocês precisam dar-lhes uma mensagem positiva’”. (Veith, p.89.)
terça-feira, 14 de março de 2017
Comunhão Fechada: Prática da Igreja Cristã ao Longo da História
“Ao longo da maior parte de sua história, a Igreja tem normalmente praticado a comunhão ‘aproximada’/‘fechada’, isto é, reunindo no círculo da Santa Ceia a família da congregação e daqueles que compartilham com a sua fé e, ao mesmo tempo, pedindo que aqueles que não fazem parte da família que não participem. A prática da comunhão ‘aberta’ – na qual todos são admitidos livremente à Santa Ceia – surgiu num período bem posterior da história da Igreja naqueles territórios onde a doutrina da presença real do corpo e sangue de Cristo e o significado do sacramento, em geral, não eram devidamente valorizados. Na Igreja Antiga aqueles que ainda não eram batizados eram convidados a deixarem a assembleia depois do sermão, antes da recepção da Santa Ceia. Essa prática da igreja reforça o significado do que Deus faz nos Sacramentos pelo seu povo.” (KOLB, Robert. The Christian Faith: a lutheran exposition. St. Louis: Concordia Publishing House, 1993, p. 238-239.)
Precisamos, a partir das afirmações do Rev. Prof. Dr. Robert Kolb, destacar duas coisas: a prática da comunhão fechada não é algo que a Igreja inventou hoje. Ela é uma prática antiga, que remonta aos pais da Igreja. Com o passar dos anos, em territórios e entre grupos que não acreditavam na presença real do corpo e do sangue de Cristo na Santa Ceia é que se passou a admitir todo mundo à Santa Ceia ou à práticas mais “abertas”. Possivelmente isso se deu porque várias denominações creem que é a fé do comungante que faz com que o corpo e o sangue de Cristo estejam presentes e sejam recebidos na Santa Ceia. Logo, o que não crê estaria recebendo apenas pão e vinho. Isso não está de acordo com o que a Escritura afirma, “a pessoa que comer do pão ou beber do cálice sem reconhecer que se trata do corpo do Senhor, estará sendo julgada ao comer e beber para o seu próprio castigo” (1Co 11.29).
O segundo destaque: há aqueles que dizem que a Missão da Igreja e a prática da comunhão fechada não podem andar juntas. Que essa prática atrapalha a missão, que ofende pessoas, etc. A história da Igreja mostra o contrário. A Igreja Antiga tinha a prática da comunhão fechada como regra e a Igreja não parava de crescer. Esse argumento, portanto, cai pelo crivo da História da Igreja. Cai pelo crivo da prática pastoral atual, pois o pastor luterano vai ensinar e orientar sobre a Santa Ceia e sobre o por quê de a Igreja Evangélica Luterana receber apenas seus membros na Santa Comunhão.
Precisamos, a partir das afirmações do Rev. Prof. Dr. Robert Kolb, destacar duas coisas: a prática da comunhão fechada não é algo que a Igreja inventou hoje. Ela é uma prática antiga, que remonta aos pais da Igreja. Com o passar dos anos, em territórios e entre grupos que não acreditavam na presença real do corpo e do sangue de Cristo na Santa Ceia é que se passou a admitir todo mundo à Santa Ceia ou à práticas mais “abertas”. Possivelmente isso se deu porque várias denominações creem que é a fé do comungante que faz com que o corpo e o sangue de Cristo estejam presentes e sejam recebidos na Santa Ceia. Logo, o que não crê estaria recebendo apenas pão e vinho. Isso não está de acordo com o que a Escritura afirma, “a pessoa que comer do pão ou beber do cálice sem reconhecer que se trata do corpo do Senhor, estará sendo julgada ao comer e beber para o seu próprio castigo” (1Co 11.29).
O segundo destaque: há aqueles que dizem que a Missão da Igreja e a prática da comunhão fechada não podem andar juntas. Que essa prática atrapalha a missão, que ofende pessoas, etc. A história da Igreja mostra o contrário. A Igreja Antiga tinha a prática da comunhão fechada como regra e a Igreja não parava de crescer. Esse argumento, portanto, cai pelo crivo da História da Igreja. Cai pelo crivo da prática pastoral atual, pois o pastor luterano vai ensinar e orientar sobre a Santa Ceia e sobre o por quê de a Igreja Evangélica Luterana receber apenas seus membros na Santa Comunhão.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Não São Apenas Números
50%, 100%, 9%. Apenas porcentagem. Apenas números... Eu não me dou muito bem com os números, matemática não é o meu forte... A minha preocupação maior não são números, mas pessoas, pessoas que esses números representam.
A edição da Revista Veja dessa semana [1] traz o seguinte:
“50% das pessoas na Inglaterra e no País de Gales não têm nenhuma religião – há apenas cinco anos, a proporção desse grupo na população era de 25%”.
“100% foi o aumento do número de ateus e agnósticos nos Estados Unidos entre 2007 e 2014. O país também perdeu 5 milhões de cristãos no período”.
“9% da população brasileira não acredita em Deus, indica uma pesquisa em posse da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 1980, apenas 2% dos brasileiros declaravam não possuir religião ou ser ateu”.
Esses números, prezados amigos e irmãos em Cristo, representam milhões e milhões de pessoas nesses três países que não são cristãos, que não tem a certeza da salvação dada por causa da pessoa e obra de Jesus Cristo. Oremos por essas pessoas e compartilhemos a Palavra de Deus àqueles que nos cercam.
Notas:
1: Revista Veja, 1º de Junho de 2016, p. 36.
A edição da Revista Veja dessa semana [1] traz o seguinte:
“50% das pessoas na Inglaterra e no País de Gales não têm nenhuma religião – há apenas cinco anos, a proporção desse grupo na população era de 25%”.
“100% foi o aumento do número de ateus e agnósticos nos Estados Unidos entre 2007 e 2014. O país também perdeu 5 milhões de cristãos no período”.
“9% da população brasileira não acredita em Deus, indica uma pesquisa em posse da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 1980, apenas 2% dos brasileiros declaravam não possuir religião ou ser ateu”.
Esses números, prezados amigos e irmãos em Cristo, representam milhões e milhões de pessoas nesses três países que não são cristãos, que não tem a certeza da salvação dada por causa da pessoa e obra de Jesus Cristo. Oremos por essas pessoas e compartilhemos a Palavra de Deus àqueles que nos cercam.
Notas:
1: Revista Veja, 1º de Junho de 2016, p. 36.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Cristãos Criacionistas podem ser Ministros da Ciência e Tecnologia?
Pode um cristão criacionista ser Ministro da Ciência e Tecnologia? Prezados amigos, motivado por críticas à então possível nomeação do pastor Marcos Pereira do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, é que escrevo o texto que segue. Quero deixar claro que não sou partidário e que, ao mesmo tempo, não sou a favor de uma imprensa amordaçada. Logo, o que escrevo não é para defender o Governo Federal muito menos para calar a mídia ou fazer com que ela seja uma mídia que defenda o cristianismo. Ao mesmo tempo friso que gostaria de ver nos “cargos de confiança”, tanto a nível federal como estadual e municipal gente capacitada, com experiência na área, e não apenas porque pertencem a ou foram indicados por “esse” ou “aquele” partido da base aliada dos governos. Como cidadão também não me importo, em primeiro lugar, com a religião professada pela autoridade civil, o que me interessa é que trabalhe em prol da população e cumpra o seu papel. Mas como cristão e pastor me preocupo com os ataques que o povo cristão, cristianismo e suas doutrinas, vem sofrendo, sejam disfarçados ou descarados.
Na semana em que o senado federal estava analisando a admissibilidade do impedimento da Presidente Dilma Rousseff, 09 à 12 de maio de 2016, a edição da Revista Veja trouxe a informação da possível nomeação de Marcos Pereira para o Ministério da Ciência e Tecnologia [1]. Na mesma revista, Roberto Pompeu de Toledo escreveu, “Para ele [Michel Temer], haverá de estar concluído um trabalho que se anunciou com a fantasia da montagem de um ‘ministério dos notáveis’, mas que, em três semanas, se derreteu na realidade de um Ministério da Ciência e Tecnologia entregue a um pastor criacionista...” [2]. Também ouvi comentário do Advogado e ex-deputado Federal Airton Soares [3] criticando a possível nomeação de um criacionista, que defende a existência de Adão e Eva, no referido Ministério. Diante das críticas e pressões, o Governo Federal voltou atrás e o pastor Marcos Pereira foi nomeado Ministro da Indústria, Comércio e Serviços. Gilberto Kassab foi nomeado Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. [4]
Não é de hoje que cristãos são atacados, que a doutrina da criação é ridicularizada por cientistas, por estudiosos, por jornalistas, etc. A jornalista Raquel Sheherazade afirmou, “Apesar da fortíssima influência da tradição cristã no país e do fato de que fiéis de diferentes vertentes do cristianismo representam a maior parte dos brasileiros, está ocorrendo no Brasil uma lamentável perseguição religiosa contra essa maioria pacífica. É a chamada Cristofobia. Cristãos vem sendo atacados em várias frentes. Parlamentares católicos ou protestantes, embora eleitos democraticamente pelo povo, são ferrenhamente criticados e desrespeitados mesmo no Congresso Nacional. Ao defender os interesses dos seus eleitores, são acusados, sem qualquer prova ou indícios, de intolerância, fundamentalismo, racismo, preconceito ou homofobia. Parte da imprensa critica abertamente o direito cívico de tais congressistas de se candidatar, se eleger e representar, no parlamento, os interesses e valores de quem os escolheu”. [5]
O Dr. Gene Edward Veith Jr escreveu um excelente livro cuja leitura recomendo para cristãos que são universitários, professores, pesquisadores, pastores e cristãos em geral. O título é “De Todo Entendimento: pensando como cristão num mundo pós-moderno” [6]. Faço algumas referências dessa obra a fim de auxiliar na reflexão sobre os desafios do cristão no mundo e desafios do século XXI.
Veith lembra que “Deus é a fonte do conhecimento, até mesmo no assim chamado conhecimento secular ou pagão”. Também afirma, tendo por base a história bíblica de Daniel capítulo 1ss, “‘Toda a literatura e a sabedoria’ são aqui descritas como dádivas de Deus”. [7]
Segundo Veith o cristão tem um grande diferencial em relação aos descrentes ou defensores do evolucionismo, pois vê Deus agindo no mundo e sinais de sua ação, “Porém, ao contrário dos secularistas, que só podem ser céticos por não terem nenhuma base para qualquer verdade que seja, um cristão pode perceber sinais do trabalho manual de Deus em tudo o que vale a pena saber”. [8]
Não tenho a ideia que os líderes da sociedade, pesquisadores, etc., precisem necessariamente ser cristãos. O importante é que desempenhem, em primeiro lugar, as suas funções com dedicação e fidelidade. Mas é inegável a necessidade de mais pensadores e pesquisadores cristãos, como defende Veith, “Há uma necessidade lamentável de mais pensadores cristãos que desenvolvam as implicações e as aplicações da verdade bíblica na profundidade que elas merecem”. [9]. Creio que o cristianismo precisa disso, nosso país e o mundo também.
A ciência fascina mas ela não responde a tudo e não pode ser a base de tudo. Em seu livro, Veith faz a seguinte observação, “Os cientistas e engenheiros desenvolvem técnicas complicadas de controlar a natureza e fazer com que atendam às suas ordens. O que eles conseguem é certamente fascinante, despertando um pasmo supersticioso naqueles que não são cientistas e que chegam a acreditar que somente a ciência pode resolver todos os problemas humanos. Daniel e os cristãos modernos sabem, diferentemente dos magos babilônicos e muitos cientistas contemporâneos, que existe mais na verdade do que técnica e domínio”. [10]. Deus é Senhor sobre o mundo. Ele criou a terra, o mar, os rios, etc., e os preserva com a sua mão. O conhecimento da ciência é um conhecimento parcial, limitado, pois deixa Deus, o criador, de lado.
Cientistas evolucionistas creem que o mundo surgiu por acaso, com o Big Bang, com o passar de bilhões de anos, a seleção natural, etc. Que o ser humano não foi criado, mas que evoluiu bem como assim aconteceu com os demais seres vivos. Geralmente os cientistas evolucionistas criticam os cristãos dizendo, “vocês creem que Deus criou tudo o que há, mas vocês não tem como provar isso”. Na verdade, os cientistas evolucionistas também não conseguem provar a evolução, o Big Bang e assim por diante. Infelizmente muitos cristãos, e até pregadores cristãos tem procurado fazer uma mistura indigesta de criacionismo com o evolucionismo, dizendo basicamente que Deus usou o Big Bang, a evolução para criar o mundo e seres vivos. Isso é heresia! Deus criou o mundo em seis dias de vinte e quatro horas conforme o próprio Senhor revela em Gênesis 1 e 2 na Bíblia.
O povo cristão tem grandes desafios e dificuldades no mundo. Porém Jesus fez algumas promessas. Destaco duas aqui: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (João 16.33). E a outra promessa, “Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28.20).
Um cristão criacionista pode ser Ministro da Ciência e Tecnologia? Sim, pode. Pode ocupar qualquer um dos ministérios do nosso país. Pode ser presidente, Deputado Federal, Deputado Estadual, Senador, Governador, Prefeito, Vereador, secretário, etc. Pode ser médico, pode ser pesquisador, pode ser astronauta, professor, enfermeiro, agricultor, etc. Como vimos até aqui, o cristão terá uma grande vantagem sobre os que não são cristãos: será sabedor e crerá que o Deus triúno é o criador e é o mantenedor desse mundo, é o doador de toda sabedoria, conhecimento, capacidade, etc. Mas, acima de tudo, saberá que a própria vida foi dada e mantida pelo Deus Criador. Deus que amou e ama “o mundo tanto, que Deus o seu Filho, [Jesus] para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Logo, crerá que a vida não se limita a essa realidade, mas que há uma eternidade esperando o povo de Deus.
Notas:
1: Revista Veja, 11 de maio de 2016, p.67.
2: Revista Veja, 11 de maio de 2016, p.110.
3: TV Cultura. Jornal da Cultura – programas de 02 ou 09 de maio de 2016. Não lembro o dia certo do comentário.
4: Veja, 18 de maio de 2016, p.66-67
5: SHEHERAZADE, Raquel. O Brasil tem Cura. São Paulo: Mundo Cristão, 2015. p.81.
6: VEITH, Gene Edward. De Todo Entendimento: pensando como cristão num mundo pós-moderno. Tradução: Sachudeo Persaud. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
7: Veith, p.101.
8: Veith, p. 58.
9: Veith, p.99.
10: Veith, p.102-103.
Na semana em que o senado federal estava analisando a admissibilidade do impedimento da Presidente Dilma Rousseff, 09 à 12 de maio de 2016, a edição da Revista Veja trouxe a informação da possível nomeação de Marcos Pereira para o Ministério da Ciência e Tecnologia [1]. Na mesma revista, Roberto Pompeu de Toledo escreveu, “Para ele [Michel Temer], haverá de estar concluído um trabalho que se anunciou com a fantasia da montagem de um ‘ministério dos notáveis’, mas que, em três semanas, se derreteu na realidade de um Ministério da Ciência e Tecnologia entregue a um pastor criacionista...” [2]. Também ouvi comentário do Advogado e ex-deputado Federal Airton Soares [3] criticando a possível nomeação de um criacionista, que defende a existência de Adão e Eva, no referido Ministério. Diante das críticas e pressões, o Governo Federal voltou atrás e o pastor Marcos Pereira foi nomeado Ministro da Indústria, Comércio e Serviços. Gilberto Kassab foi nomeado Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. [4]
Não é de hoje que cristãos são atacados, que a doutrina da criação é ridicularizada por cientistas, por estudiosos, por jornalistas, etc. A jornalista Raquel Sheherazade afirmou, “Apesar da fortíssima influência da tradição cristã no país e do fato de que fiéis de diferentes vertentes do cristianismo representam a maior parte dos brasileiros, está ocorrendo no Brasil uma lamentável perseguição religiosa contra essa maioria pacífica. É a chamada Cristofobia. Cristãos vem sendo atacados em várias frentes. Parlamentares católicos ou protestantes, embora eleitos democraticamente pelo povo, são ferrenhamente criticados e desrespeitados mesmo no Congresso Nacional. Ao defender os interesses dos seus eleitores, são acusados, sem qualquer prova ou indícios, de intolerância, fundamentalismo, racismo, preconceito ou homofobia. Parte da imprensa critica abertamente o direito cívico de tais congressistas de se candidatar, se eleger e representar, no parlamento, os interesses e valores de quem os escolheu”. [5]
O Dr. Gene Edward Veith Jr escreveu um excelente livro cuja leitura recomendo para cristãos que são universitários, professores, pesquisadores, pastores e cristãos em geral. O título é “De Todo Entendimento: pensando como cristão num mundo pós-moderno” [6]. Faço algumas referências dessa obra a fim de auxiliar na reflexão sobre os desafios do cristão no mundo e desafios do século XXI.
Veith lembra que “Deus é a fonte do conhecimento, até mesmo no assim chamado conhecimento secular ou pagão”. Também afirma, tendo por base a história bíblica de Daniel capítulo 1ss, “‘Toda a literatura e a sabedoria’ são aqui descritas como dádivas de Deus”. [7]
Segundo Veith o cristão tem um grande diferencial em relação aos descrentes ou defensores do evolucionismo, pois vê Deus agindo no mundo e sinais de sua ação, “Porém, ao contrário dos secularistas, que só podem ser céticos por não terem nenhuma base para qualquer verdade que seja, um cristão pode perceber sinais do trabalho manual de Deus em tudo o que vale a pena saber”. [8]
Não tenho a ideia que os líderes da sociedade, pesquisadores, etc., precisem necessariamente ser cristãos. O importante é que desempenhem, em primeiro lugar, as suas funções com dedicação e fidelidade. Mas é inegável a necessidade de mais pensadores e pesquisadores cristãos, como defende Veith, “Há uma necessidade lamentável de mais pensadores cristãos que desenvolvam as implicações e as aplicações da verdade bíblica na profundidade que elas merecem”. [9]. Creio que o cristianismo precisa disso, nosso país e o mundo também.
A ciência fascina mas ela não responde a tudo e não pode ser a base de tudo. Em seu livro, Veith faz a seguinte observação, “Os cientistas e engenheiros desenvolvem técnicas complicadas de controlar a natureza e fazer com que atendam às suas ordens. O que eles conseguem é certamente fascinante, despertando um pasmo supersticioso naqueles que não são cientistas e que chegam a acreditar que somente a ciência pode resolver todos os problemas humanos. Daniel e os cristãos modernos sabem, diferentemente dos magos babilônicos e muitos cientistas contemporâneos, que existe mais na verdade do que técnica e domínio”. [10]. Deus é Senhor sobre o mundo. Ele criou a terra, o mar, os rios, etc., e os preserva com a sua mão. O conhecimento da ciência é um conhecimento parcial, limitado, pois deixa Deus, o criador, de lado.
Cientistas evolucionistas creem que o mundo surgiu por acaso, com o Big Bang, com o passar de bilhões de anos, a seleção natural, etc. Que o ser humano não foi criado, mas que evoluiu bem como assim aconteceu com os demais seres vivos. Geralmente os cientistas evolucionistas criticam os cristãos dizendo, “vocês creem que Deus criou tudo o que há, mas vocês não tem como provar isso”. Na verdade, os cientistas evolucionistas também não conseguem provar a evolução, o Big Bang e assim por diante. Infelizmente muitos cristãos, e até pregadores cristãos tem procurado fazer uma mistura indigesta de criacionismo com o evolucionismo, dizendo basicamente que Deus usou o Big Bang, a evolução para criar o mundo e seres vivos. Isso é heresia! Deus criou o mundo em seis dias de vinte e quatro horas conforme o próprio Senhor revela em Gênesis 1 e 2 na Bíblia.
O povo cristão tem grandes desafios e dificuldades no mundo. Porém Jesus fez algumas promessas. Destaco duas aqui: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (João 16.33). E a outra promessa, “Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28.20).
Um cristão criacionista pode ser Ministro da Ciência e Tecnologia? Sim, pode. Pode ocupar qualquer um dos ministérios do nosso país. Pode ser presidente, Deputado Federal, Deputado Estadual, Senador, Governador, Prefeito, Vereador, secretário, etc. Pode ser médico, pode ser pesquisador, pode ser astronauta, professor, enfermeiro, agricultor, etc. Como vimos até aqui, o cristão terá uma grande vantagem sobre os que não são cristãos: será sabedor e crerá que o Deus triúno é o criador e é o mantenedor desse mundo, é o doador de toda sabedoria, conhecimento, capacidade, etc. Mas, acima de tudo, saberá que a própria vida foi dada e mantida pelo Deus Criador. Deus que amou e ama “o mundo tanto, que Deus o seu Filho, [Jesus] para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Logo, crerá que a vida não se limita a essa realidade, mas que há uma eternidade esperando o povo de Deus.
Notas:
1: Revista Veja, 11 de maio de 2016, p.67.
2: Revista Veja, 11 de maio de 2016, p.110.
3: TV Cultura. Jornal da Cultura – programas de 02 ou 09 de maio de 2016. Não lembro o dia certo do comentário.
4: Veja, 18 de maio de 2016, p.66-67
5: SHEHERAZADE, Raquel. O Brasil tem Cura. São Paulo: Mundo Cristão, 2015. p.81.
6: VEITH, Gene Edward. De Todo Entendimento: pensando como cristão num mundo pós-moderno. Tradução: Sachudeo Persaud. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
7: Veith, p.101.
8: Veith, p. 58.
9: Veith, p.99.
10: Veith, p.102-103.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Ataques ao Credo Atanasiano
Nesse fim de semana as Igrejas Cristãs Históricas lembram o Domingo da Santíssima Trindade. Em muitas delas, o Credo Atanasiano será lido. Esse Credo já sofreu e sofre ataques de alguns "teólogos". Veja o que segue:
Há acusações sobre o Credo Atanasiano, alguns chegam a dizer que ele não é evangélico pois diz, “todo aquele que quiser ser salvo”, “aquele que não crer com firmeza e fidelidade, não poderá ser salvo”... Porém Bente rebate essa acusação dizendo, “visto que o Credo Atanasiano trata das principais verdades fundamentais da Fé Cristã: no que diz respeito à trindade, a divindade de Cristo e sua obra redentora, sem o conhecimento dessas verdades a fé salvadora é impossível”. (BENTE, Historical Introductions to the Lutheran Confessions. P.28.)
Lutero e o Credo Atanasiano
Lutero disse sobre o Credo Atanasiano, “o Credo Atanasiano é mais longo ... e é praticamente equivalente a uma apologia do primeiro símbolo [de fé, o Credo Apostólico]”. “Eu não conheço nenhum documento mais importante da Igreja do Novo Testamento desde os dias dos apóstolos [do que o Credo Atanasiano]” (Citado em BENTE, Historical Introductions to the Lutheran Confessions. p.29)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
A Fé que Salva
"Esta é a fé no Messias que salva: crer que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Essa fé recebe de Deus o perdão dos pecados e a salvação eterna". Leonerio Faller in Devocionário Castelo Forte 2015, 08/Out/2015.
sábado, 27 de outubro de 2012
Martinho Lutero e o Martelo
Aos amigos que precisam de uma tradução, segue uma tradução livre, "Eu não costumo pregar coisas nas portas das igrejas. Mas quando o faço, coisas começam a acontecer"
Porta da Igreja de Wittenberg
"Esta é a porta da igreja de Wittenberg, onde Lutero afixou as 95 Teses.
Na minha imaginação esta PORTA era muito mais grandiosa e imponente.
Acho que imaginei ela assim por causa do discurso empolgado, entusiasmado e vibrante de meu pai quando falava da Reforma de Lutero.
A porta de igreja de Wittenberg não é tão grande assim. Mas o protesto de Lutero contra a savação por indulgências (obras) se
tornou gigante! E desencadeou uma série de fatos: o retorno ao estudo das Escrituras Sagradas, a redescoberda da salvação pela fé, a Reforma...
A porta da igreja de Wittenberg não é tão grande assim. Mas a porta que Lutero redescobriu é a maior de todas, porque abre o céu para nós:
A salvação pela fé em Cristo Jesus!" (Rev. Mendels Pieper - via Facebook)
Nesta semana da Reforma compartilho a foto e texto do pastor Mendels. Agradeçamos a Deus pelo privilégio de conhecermos verdadeiramente a Porta que conduz à eternidade, Cristo Jesus. André Dreher, 26/Out/2012.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Dica de Trânsito
Motorista, respeite a faixa e o pedestre. Pare, espere, tenha paciência, seja gentil. Essa seria a forma como você gostaria de ser tratado se estivesse passando.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Fim de semana
Muito tempo sem alguma publicação neste veículo.
Hoje é sexta-feira. Estamos nos preparativos finais para os cultos do final de semana. Obrigado, Senhor, pelas oportundiades que dás de te cultuarmos!
Prezado amigo: não deixe de participar dos cultos em sua igreja neste final de semana.
abraços e bençãos de Deus
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